Não somos como nossos pais, nem como o jardineiro da casa do vizinho, nem mesmo até como o amor de nossas vidas. Não somos repetições de outras essências, nem deste nem de nenhum dos tempos que já existiram. Não somos nem mesmo repetições de nós mesmos.
Somos seres não comparáveis.
Não comparáveis,
mas ao mesmo tempo estupidamente óbvios.
Uma boa razão que baste
Maria é o tipo de pessoa que pede razões para todos os acontecimentos
e não-acontecimentos, sempre uma mínima explicação para suas muitas interrogações.
Ela gosta de sentir seu coração quando o vê.
Apressa-se sempre em colocar a mão sobre o coração cada vez; coração fora do tom.
Ela gosta de observar as hipóteses no armário e brinca de encaixá-las quando perde o sono no meio da noite. Ainda assim, Maria se sente insatisfeita com sua coleção de razões, até arrisco dizer que trocaria todas elas por uma ou outra certeza.
e não-acontecimentos, sempre uma mínima explicação para suas muitas interrogações.
Ela gosta de sentir seu coração quando o vê.
Apressa-se sempre em colocar a mão sobre o coração cada vez; coração fora do tom.
Ela gosta de observar as hipóteses no armário e brinca de encaixá-las quando perde o sono no meio da noite. Ainda assim, Maria se sente insatisfeita com sua coleção de razões, até arrisco dizer que trocaria todas elas por uma ou outra certeza.
Você não faz ideia, de como eu acho bonito
bonito de todas as formas
a forma com que você consegue captar os nuances, todos, do meu humor
é mais que isso
tão fácil
tu me entende
apenas gostando, você meio que
sei lá
me lê
e agente nunca nem se viu
(pra guardar na memória, o dia em que me deram um escrito, meio que sem querer)
bonito de todas as formas
a forma com que você consegue captar os nuances, todos, do meu humor
é mais que isso
tão fácil
tu me entende
apenas gostando, você meio que
sei lá
me lê
e agente nunca nem se viu
(pra guardar na memória, o dia em que me deram um escrito, meio que sem querer)
Pedrinha
Não consigo entender essa força misteriosa do universo, que faz com que as pessoas desenfreadamente abandonem seu orgulho próprio por alguém. Uns chamam de amor, eu não.
Amor é diferente. Amor é alegria, sorrisos, é sentir-se bem.
Sentir-se completo, nunca menor.
Amor é ver o sorrir no olhar, já de longe; é não perceber o tempo que passa, perder-se na contagem dos minutos, fazendo com que horas pareçam segundos; é rir sem motivo, rir com motivo, rir demais, rir mais do que devia; é não encontrar mais a força capacitadora de bloquear sorrisos, é sorrir só de ver sorrir; é ter medo de magoar, medo de não fazer-se presente, ou de estar presente demais, medo de perceber que não se fez o suficiente; é encontrar no outro, tudo que um dia buscou em si próprio; é dor que acomoda-se no peito quando se está longe; é o abraço que tira a graça de todos os outros abraços; é reparar manias, e encontrar novas depois de pensar que já se sabia todas; é lembrar a qualquer hora, por razão qualquer; querer contar sobre cada pedrinha que te cruza o caminho; é trocar e compartilhar sonhos; é sentir toda a felicidade deste mundo e de tantos outros.
Amor não pode e não deve, nunca,
fazer doer.
Amor é diferente. Amor é alegria, sorrisos, é sentir-se bem.
Sentir-se completo, nunca menor.
Amor é ver o sorrir no olhar, já de longe; é não perceber o tempo que passa, perder-se na contagem dos minutos, fazendo com que horas pareçam segundos; é rir sem motivo, rir com motivo, rir demais, rir mais do que devia; é não encontrar mais a força capacitadora de bloquear sorrisos, é sorrir só de ver sorrir; é ter medo de magoar, medo de não fazer-se presente, ou de estar presente demais, medo de perceber que não se fez o suficiente; é encontrar no outro, tudo que um dia buscou em si próprio; é dor que acomoda-se no peito quando se está longe; é o abraço que tira a graça de todos os outros abraços; é reparar manias, e encontrar novas depois de pensar que já se sabia todas; é lembrar a qualquer hora, por razão qualquer; querer contar sobre cada pedrinha que te cruza o caminho; é trocar e compartilhar sonhos; é sentir toda a felicidade deste mundo e de tantos outros.
Amor não pode e não deve, nunca,
fazer doer.
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