Feito flauta que ecoa som
flutua com tuas ondas sonoras
vira-me pelo avesso das coisas
faz dançar nas fitas que sacodem o tempo
dissipa-se para longe, um ser ilha
entrelaça-se com o mar
Entrelaça-me as mãos.
Tu és a minha viagem de volta.
O retorno ao que se sente.
A sensação de se estar em casa.
És o que se espera e por isso talvez também,
o que se quebra,
antes mesmo de perder.
Não se perde apenas, se fecha.
Enquanto quebrado e fechado;
Afoga-se.
No meu esquecimento.
No teu.
E flutuando para longe, deixa a calmaria,
do que antes era só tormenta.
Remendar o Vestido
Primeiro ato: ela o ama. Escreve o nome dele em um pedaço de papel e o pendura na árvore. Dizem que é uma árvore da sorte. Ela o ama muito mais que o mensurável para desejar qualquer outra coisa.
Segundo ato: ela o ama. Escreve "quero ver a paz que encontro nos olhos dele em todos os outros olhares que a mim se dirigirem" em um pedaço de papel e o pendura na árvore. Dizem que é uma árvore da sorte. Ela o ama muito mais que o mensurável. Mas já o suficiente para o deixar ir.
Segundo ato: ela o ama. Escreve "quero ver a paz que encontro nos olhos dele em todos os outros olhares que a mim se dirigirem" em um pedaço de papel e o pendura na árvore. Dizem que é uma árvore da sorte. Ela o ama muito mais que o mensurável. Mas já o suficiente para o deixar ir.
Levas com a correnteza que teus
olhos tem, toda a segurança que se havia construído.
Perde-se cada vez um pequeno pedaço,
mas não num arrancar de dor, perde-se pois é tu
o pedaço que era eu,
e parte.
Como correnteza também retornas,
quando em outra direção.
Devolvendo-te a mim mais uma vez.
Ali percebo a falta que faz,
sentir toda a força da correnteza que teus olhos tem.
olhos tem, toda a segurança que se havia construído.
Perde-se cada vez um pequeno pedaço,
mas não num arrancar de dor, perde-se pois é tu
o pedaço que era eu,
e parte.
Como correnteza também retornas,
quando em outra direção.
Devolvendo-te a mim mais uma vez.
Ali percebo a falta que faz,
sentir toda a força da correnteza que teus olhos tem.
Em um amanhecer ele percebe que o incômodo da ausência despertou. Sente o envelhecimento de um sentimento ao longo do dia, como quem observa uma árvore na passagem das estações. Sozinhos, seus pensamentos começam a escrever as músicas que antes descreviam momentos. Ele se vê rearranjando palavras escritas, na esperança de que elas lhe digam algo. Querendo encontrar nas entrelinhas, o que ele sabe que não está mais ali. Percebe aos poucos, enquanto olha para as árvores altas e as estrelas que agora brilham no céu - num aviso silencioso, de que recordar é sempre a melhor forma de perceber o que agora nos falta. - que não se deve sussurrar um adeus a quem lhe subtrai dúvidas.
No amanhecer seguinte, com calma, ele tentará o caminho de volta.
No amanhecer seguinte, com calma, ele tentará o caminho de volta.
Antes
No fundo nós dois sabemos
que esses versos simples
falam apenas de ti.
Deixe deles, comigo
a tua impressão.
E sobre mim,
recair teu olhar.
Deixe que teu sorriso acompanhe o meu,
deixe tua mão cair junto à minha.
No fundo nós dois sabemos
que esses versos simples
falam apenas de como seremos,
sempre, um do outro.
que esses versos simples
falam apenas de ti.
Deixe deles, comigo
a tua impressão.
E sobre mim,
recair teu olhar.
Deixe que teu sorriso acompanhe o meu,
deixe tua mão cair junto à minha.
No fundo nós dois sabemos
que esses versos simples
falam apenas de como seremos,
sempre, um do outro.
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