You don't know how lovely you are
Olho na tua direção.
Busco pela tua atenção.
Procuro em teu coração
algum espaço, uma constelação.

Nunca vês minha reação,

revira os olhos, sem nenhuma afirmação.
Traz enorme aflição
não saber quem te tem o coração.




Decide logo teus afins
que aqui eu me acerto
liberto, desperto.

Faz isso ter logo um fim
joga pra debaixo do tapete as incertezas
quero clareza mesmo que com frieza.


Para com isso de ser assim
de não querer por perto
e não deixar ir embora.



Tu parece ser igual aqueles filmes que a gente assiste uma vez e nunca mais esquece.
Ou como aquela música que te corrompe a alma toda vez.
Parece até talvez aquele presente que a gente ganha, gosta, não serve e se entristece.
Me lembra até um ou outro romance francês.
Tu não é qualquer pessoa. 

Feito Dom Casmurro,
procuro prazer nas dores velhas.

Sonho metade de sonhos,
dissimulo intimidades,
adio virtudes mais do que espelhos,
entrego segredos em troca de segredos.

Prefiro palavras e um pretexto honesto em que se explica o explicado,
do que me prender nos desesperos de ter que explicar.
Tenho dúvidas sobre dúvidas.

Pior que isso, só o meu dizer aos passantes incertos,
"Tire seus olhos oblíquos e dissimulados de cima de mim".